A Subjetividade e a Objetividade na Música Clássica

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Os Casos de Dualidade de Subjetividade e Objetividade

 

Os posts de Randau sobre Karl Popper e as música e as discussões que eles geraram me fizeram pensar muito mais detidamente sobre o que é descrever uma objetividade/subjetividade em uma música, pois é a distinção usada pelo Popper ao descrever a música do Bach (como ser objetiva) e a do Beethoven (como ser subjetiva).

Mas, consequentemente não é só nele que encontramos isso, e as implicações desse tipo de descrição em todo o caso são profundas.

Agora cito três casos muito especiais em que essa dualidade de objetividade/subjetividade aparece usada na música – os casos justamente pelos quais a exposição de Popper passa.

Karl Popper

1 -Em muitas das descrições da qualidade de uma unica obra ou compositor, a descrição das qualidades objetivas, disputa com as descrições de qualidades subjetivas a primazia de equilíbrio capaz de se tornar uma música belíssima sem ser prolixa ou até mesmo medíocre, e inteligível e sem ser insípida ou ser grosseira.

2 – Na discussão de poéticas musicais, é a descrição do objetivo que coroa o projeto da música absoluta, enquanto a descrição do subjetivo coroa o projeto da música não-absoluta.

3 – E na relação entre compositor e ouvinte, a descrição de uma objetividade fala do franco diálogo de técnicas dominadas e de referências à tradição entre música e intelecto, enquanto a descrição de uma subjetividade fala do franco diálogo das idéias e dos sentimentos entre música e coração.

 

Conclusão

 

A distinção de noções da técnica/inspiração, engenho/arte, parece assim ser o fundo de una descrição objetividade/subjetividade quando procura-se aplicá-la para poder determinar o processo criativo do compositor. Existe uma distância dessa aplicação em relação à teoria – por ser, digamos, uma divisão impossível de se determinar – e a proximidade em relação à prática – porque aquele critério do objetivo com o subjetivo acabaria sendo trazido para incentivar à prática da boa obra.

A ênfase no equilíbrio entre o objetivo/subjetivo faz me lembrar o trabalho do artesão. No subjetivo, que é a confissão do indivíduo. E no objetivo, chega a lembrar aquele trabalho do cientista.

 

Vídeo Filosofia – Karl Popper:

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